Lead. Aproximam-se as boas promoções — e também as burlas. Eis um artigo pronto a publicar no blogue da SYLink: exemplos reais, sinais de alerta, direitos do consumidor, procedimentos oficiais (Perceval, THESEE, 33700, 17Cyber) e uma checklist de 30 segundos.
O objetivo: aproveitar a Black Friday sexta-feira, 28 de novembro de 2025 sem cair em armadilhas.
Porque é que o risco explode durante a Black Friday
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Aumento massivo das compras + promoções "urgentes": um terreno de jogo perfeito para os burlões (sites clonados, ofertas "limitadas", comerciantes falsos). Todos os anos as autoridades francesas alertam para as armadilhas recorrentes.
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Aumento das perdas financeiras: no Reino Unido, as vítimas declararam mais de 11,5 milhões de libras de perdas entre novembro de 2023 e janeiro de 2024, com mais de 16 000 fraudes de compra reportadas e 695 libras perdidas em média por vítima — uma ordem de grandeza semelhante em toda a UE no período de festas.
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Burlas potenciadas por IA e redes sociais: as autoridades destacam a industrialização das burlas, em particular através de anúncios em marketplaces e mensagens cada vez mais credíveis.
As burlas mais comuns (e como as reconhecer)
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Lojas online falsas / "lojas-fantasma"
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Sinais: avisos legais vagos ou inexistentes, exigência de transferência bancária, preços riscados em todo o catálogo, erros ortográficos e logótipos aproximativos.
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É bom saber: redes inteiras criam milhares de lojas falsas que visam o período da Black Friday (por exemplo, 4700 sites numa campanha documentada).
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SMS/e-mails de "falsa encomenda" (smishing)
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Sinais: "A sua encomenda está retida", ligação de pagamento para "taxas".
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Reflexo: não clique; passe pela aplicação ou pela conta oficial da transportadora. Guia completo e dicas práticas em Cybermalveillance.gouv.fr e investigações recentes.
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Falsos descontos / "preços com riscado" imaginários
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Regra em França/UE: quando é apresentado um preço com riscado, o preço de referência tem de ser o preço mais baixo aplicado durante os 30 dias anteriores (diretiva "Omnibus").
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Contrafações e "saldos" falsos de marcas
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Sinais: -80% em produtos premium, sem serviço pós-venda, sem fatura. As páginas oficiais das marcas explicam como detetar imitadores.
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Falso suporte/reembolsos
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Sinais: pedido de IBAN, pedido para instalar software de controlo remoto (AnyDesk/TeamViewer) para um "reembolso rápido".
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Reflexo: nenhum suporte legítimo exige acesso remoto para um reembolso.
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Casos reais (referenciados)
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O site falso "perfeito" (França): Cécile foi apanhada por um site clone durante a Black Friday; cerca de 100 € perdidos, dados bancários expostos. Testemunho detalhado (capturas de ecrã, conselhos).
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A PS5 substituída por... uma pedra (Bélgica): um cliente da MediaMarkt descobre duas caixas seladas com pedras, logo a seguir à Black Friday. Inquérito lançado pelo retalhista.
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Falsos "saldos Dyson" (final de 2023): encomendas nunca confirmadas/entregues, várias denúncias (página ainda visitada antes de cada Black Friday).
Verificar um site em 30 segundos (um método simples)
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Avisos legais (denominação, morada, SIREN), termos e condições, política de devolução.
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Meios de pagamento: desconfie se apenas for proposta a transferência bancária.
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Contacto: e-mail e número de telefone que não seja de tarifa especial; teste rápido possível.
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Reputação: digite nome do site + burla/opiniões; consulte denúncias em SignalConso e Signal-Arnaques.
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Preço com riscado conforme: insista para que seja apresentado o preço mais baixo dos últimos 30 dias.
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URL e certificado: um cadeado não prova a legitimidade (protege a ligação, não o vendedor).
Para mais informações, a DGCCRF publica fichas práticas "compras online" muito úteis.
Checklist de segurança (antes de pagar)
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Contas e e-mail: ative a autenticação de dois fatores (2FA/MFA). Referências da NATO/Forças Armadas e da CNIL.
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Palavras-passe: únicas e fortes (gestor de palavras-passe recomendado).
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Pagamento: prefira o cartão (melhor proteção) e evite transferências bancárias para pessoas desconhecidas. As autoridades britânicas recomendam igualmente os cartões de crédito em detrimento das transferências.
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Acompanhamento da entrega: nunca clique numa ligação recebida por SMS/e-mail; abra a aplicação oficial da transportadora.
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Provas: guarde as confirmações e as capturas de ecrã (preço, condições).
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Novo comerciante: encomende primeiro um pequeno artigo para testar (prazo de entrega, pós-venda).
Os seus direitos (França): o essencial
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Direito de retratação: 14 dias no mínimo para uma compra à distância (excluindo as exceções legais: produto personalizado, serviço com data, etc.).
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Redução de preço: qualquer indicação tem de se basear no preço mais baixo aplicado nos últimos 30 dias; denuncie os abusos no SignalConso.
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Pagamentos não autorizados: o banco tem de reembolsar sem demora, salvo se conseguir provar fraude ou negligência grave (enquadramento CMF/PSD2). O prazo de contestação foi alargado para 13 meses por jurisprudência recente.
O que fazer se for vítima (plano de ação oficial)
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Operação bancária fraudulenta -> bloquear o cartão e depois denunciar via Perceval (o comprovativo é útil para o banco).
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E-fraude (site fraudulento, phishing, falso suporte) -> queixa/denúncia via THESEE.
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SMS/chamada suspeitos -> reencaminhe-os para o 33 700 (plataforma anti-spam SMS/chamadas).
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Orientação e aconselhamento imediatos (24/7) -> realize um diagnóstico 17Cyber (ponto único de contacto Polícia/Gendarmerie + Cybermalveillance).
Bónus pro (comerciantes online): endureça o seu negócio antes do pico
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Conformidade "Omnibus": mantenha registos do preço de referência a 30 dias e evite promoções sucessivas enganadoras.
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Antifraude no pagamento: 3-D Secure, scoring das encomendas de risco, bloqueio de proxies/bots, limites por cartão/IP. (As perdas sazonais provam que as "burlas de compra" disparam neste período.)
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Higiene interna: MFA no back-office e no suporte, direitos com prazo limitado, sensibilização "phishing em 5 minutos". Referências da NATO/Forças Armadas / CNIL.

